domingo, 17 de fevereiro de 2013

Apenas você viajando no tempo. Dentro do ônibus.


          Você já viu esta equação?



       É uma importante relação expressa por Einstein, em sua Teoria da Relatividade Restrita e trata da dilatação do tempo. Os efeitos dela são imperceptíveis no nosso cotidiano. Aparentemente, a equação é um conjunto chato e "sem vida" de símbolos matemáticos. Não é bem assim.


      O Dr. Albert conseguiu quebrar um conceito muito importante (cunhado por Isaac Newton) no início do século XX: o de que o tempo seria absoluto, ou seja, Newton acreditava que qualquer indivíduo em qualquer lugar do planeta teria, em seu belo relógio de pulso, a mesma marcação de tempo, independente de qualquer movimento.
       Vamos desvendar a equação acima? (Vamos!)
       Imagine-se indo para o seu trabalho, universidade ou, ainda, colégio. Você está com um outro amigo. Os dois, ambientalmente conscientes, pegam um ônibus. O seu veículo (seu sortudo...) chegou primeiro. O seu amigo, triste, fica em repouso no ponto de ônibus. O relógio dele marca um intervalo de tempo Δt.
         Tudo bem, você está em seu ônibus, o qual se "remexe" na estrada a uma velocidade v e o seu relógio demarca um intervalo de tempo Δt' (se liga no apóstrofo).
        
Você, confortavelmente localizado no ônibus, move-se a uma velocidade "v", semelhante à do ônibus.
           Agora vem a parte mais legal - ou não, dependendo do seu humor. Você não sabe, mas está "viajando" no tempo! Sim, no seu ônibus! Tudo bem que é em uma escala ridiculamente pequena, mas está! Perceba bem a equação:


           Como a sua velocidade é v, o seu relógio marca Δt' e o de seu amigo paradão, Δt, a equação nos diz que quanto maior for a sua velocidade, menor o intervalo de tempo do seu relógio em relação ao do seu amiguinho.
          Por exemplo, se no relógio do seu amigo um intervalo de tempo de 30 minutos fosse marcado, o seu poderia estar marcando em torno de 5 minutinhos! Claro, essa diferença enorme ocorreria apenas se você estivesse estupidamente rápido - mesmo! No nosso cotidiano, essa diferença é muito pouco expressiva. Mas por quê?
           Existe mais um símbolo nessa equação, o c, a velocidade da luz, que mede 300.000 quilômetros por segundo. Isso vale muito! Imagine agora, como expresso na equação, esse valor elevado ao quadrado! Tá explicado porque a gente nem sente nada, o v é muito pequeno na maioria das vezes, não dá para competir...
           Uma consequência dessa equação de dilatação do tempo é o fato de que se você conseguisse atingir a velocidade da luz, o tempo no seu relógio IRIA PARAR (Δt' = 0)! O mesmo acontece no interior de um buraco negro. Ou seja, duas situações "fáceis" para ocorrer, não acha?
       Após árduos cálculos, Einstein mostrou que o tempo varia de observador para observador, ou seja, é relativo. Mas uma coisa é independente dessa teoria toda: a luz. O c é uma constante física que não quer nem saber quem é o observador, vale sempre a mesma coisa.


           Por Matheus Valença Correia

Fontes das imagens:
http://poesiadascores.com/wp-content/uploads/2012/08/em-blog.jpg
http://blogs.odiario.com/paicandublognews/files/2011/11/%C3%94nibus-Lotado.jpg


Nenhum comentário:

Postar um comentário